Você tem segurança sobre o que come quando está fora de casa? O cuidado na desinfecção das saladas, a higiene por parte de quem prepara os alimentos, a conservação adequada dos pratos, a escolha das matérias primas e até a estrutura física das cozinhas e depósitos de insumos interferem na qualidade do que é servido e têm impactos importantes na saúde.
O Sesc Santa Catarina adota práticas rigorosas de qualidade nas cozinhas de seus restaurantes e lanchonetes, consideradas prioritárias para garantir a confiabilidade em tudo que é servido. Todos os dias são servidas mais de 6 mil refeições (café da manhã, almoço, jantar e refeições congeladas) e 11 mil lanches (lanchonetes, coffee break e alimentação escolar), um trabalho que envolve 326 colaboradores do Sesc-SC.
Para conferir ainda mais segurança a seus processos e tranquilidade aos consumidores, a instituição ganhou um parceiro forte: o Senac, reconhecidamente uma das mais importantes autoridades quando o assunto é gastronomia. Sesc e Senac estabeleceram parceria para implantação do Programa Alimentos Seguros.
“A parceria com o Senac é estratégica, pois conta com um programa estruturado e metodologia que vai ao encontro das necessidades do serviço de alimentação do Sesc. Essa é uma forma de associar forças, para implantar melhorias em nossos restaurantes. Elas vão além da segurança, com análise de estruturas e processos, otimizando recursos, evitando perdas e oferecendo ainda mais valor aos nossos clientes ”, explica Jéssica Pucci, Gerente de Saúde e Assistência do Sesc.
Certificação dos restaurantes do Sesc
Todos os estabelecimentos que servem alimentos no Sesc estão sendo submetidos a processos de auditoria dentro do Programa Alimento Seguro (PAS).
A metodologia avalia uma série de itens e vai muito além do que é exigido pela legislação, observando aspectos da rotina nas cozinhas para otimização de processos. O trabalho já começou nos restaurantes dos hotéis Sesc Cacupé (Florianópolis), em Blumenau e na Pousada Rural Lages.
As Unidades de Concórdia, Balneário, Jaraguá do Sul, São Joaquim, Lages, Laguna, Tubarão, Joinville, Brusque já receberam a visita dos consultores, que são professores da Escola de Gastronomia do do Senac. Os próximos a implantar o programa serão as Unidades de Palhoça, Prainha, Estreito e Itajaí.
O Analista Estadual do eixo educacional Gastronomia e Turismo do Senac, Felipe Martins, explica os objetivos e a metodologia do Programa Alimento Seguro (PAS):
“A principal parte dos itens trata das adequações da Vigilância Sanitária, que exige uma série de requisitos, são várias resoluções e leis aplicáveis. Nós entendemos a demanda e montamos a proposta de acordo com a necessidade de cada estabelecimento. O segundo ponto é a ajuda ao gestor para usar determinadas técnicas de gerenciamento no seu estabelecimento como evitar o desperdício e a melhor conservação e manuseio de alimentos, que garantem uma maior durabilidade e otimizam o uso dos recursos. O alimento não só vai durar mais, como estará muito mais seguro para o consumo”, esclareceu.
Selo de qualidade
A previsão é de que, até o final deste ano, todos os restaurantes e lanchonetes do Sesc estejam com o Selo do PAS que certifica o atendimento aos padrões de qualidade do Programa. “A concessão do Selo pode ser divulgada para que a clientela verifique a qualidade do estabelecimento no que diz respeito ao manuseio e preparo dos alimentos”, diz Felipe Martins, Analista de Gastronomia do Senac. “Considero que o ganho é uma maior confiança do cliente sobre o local que está se alimentando, pois sabe que o estabelecimento tem cuidados com os alimentos que estão sendo servidos. É um reconhecimento para o estabelecimento e uma confiança para o cliente”, destaca o nutricionista do Sesc, Leonardo Surna.O Analista Estadual de Gastronomia e Turismo do Senac, Felipe Martins e o Nutricionista do Sesc-SC, Leonardo Surna, acreditam que a parceria entre as casas trará resultados positivos para todos.
Força do Sistema S: trabalho integrado
O Sistema S só tem a se fortalecer quando a gente consegue trabalhar dessa maneira. Desde a primeira vez que apareceu a proposta, a possibilidade de trabalhar com o Sesc, isso gerou uma empolgação interna. A gente sabe da força que o Sesc tem, o peso, o impacto final, o número de refeições que faz no estado, que não deve ser subestimado, pelo contrário, ele é exemplo. A gente quer fazer do Sesc nosso case de sucesso, é nossa casa irmã. A gente sabe que, juntando essas forças, conseguimos avançar ainda mais. Queremos cada vez mais que as pessoas olhem para o Sesc e vejam condições de segurança, "ah eu como no Sesc, lá estou tranquilo". A sensação e segurança é muito importante, esse é o DNA do PAS, essa segurança passada lá para o cliente final, revertida em diversos ganhos, também, para a gestão dos estabelecimentos.
Alimento Seguro: sinônimo de saúde
De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde, procedimentos incorretos de manipulação de alimentos podem causar as doenças transmitidas por alimentos e água (DTA), sejam elas infecções como salmonelose, hepatite viral tipo A e toxoplasmose; intoxicações alimentares como botulismo, intoxicação estafilocócica e toxinas produzidas por fungos e toxinfecção causada por alimentos como cólera.
Recentemente, a capital catarinense registrou mais de 4 mil casos de pessoas contaminadas por um vírus que provoca, dentre outros sintomas, a diarréia. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, o “Norovírus é facilmente transmitido por via alimentar (alimentos e bebidas contaminados) e sua transmissão é facilitada em locais de confinamento ou aglomerações, onde pode ser passado de uma pessoa para a outra pela tosse ou contato com mãos contaminadas”.
O check list do Programa Alimento Seguro do Senac analisa processos de higienização, condições ambientais do entorno e das instalações, modos de produção e controle de qualidade. "O Sesc sempre priorizou a alimentação saudável, desde estimular hábitos alimentares melhores da população em geral, só que além disso, a gente preza pela segurança dos alimentos por isso implantamos o PAS, para um controle ainda maior nos nossos restaurantes", conclui Leonardo Surna.
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